quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

transportadora de bixo de pé

Diário Interestelar capítulo último
Sai de Jacarepaguá as 9h rumo a um destino incerto Sabia como ia, a pé e com o vento, mas não onde quero chegar


Será ela aquela que vem?
Levita sobre as dunas de areia,
Vestida de branco para mim
Cantei seus olhos
A pedir os meus
Súplica da minha edonencia
Gigante aquartelado
Nada me é imposto
Porém por nada me movo
Na fluência dos corpos,
A insistência é a mãe dos dons


Para comemorara queremos sempre o copo cheio, sempre enche mais. Para afogar as mágoas, buscamos esvaziar o copo, queremos o copo vazio. Lógico isso, não?
.
Diga-me com que pé andas, e te direi onde ir. México ou Kobrasol?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

angorá

Eu, voltando da rua das festas tristes, ouço aquele longínquo miado surdo, daquele angorá dengoso, que fazia charme pra vir, mas desde sempre lançou o olhar 48, onde soube que não havia erro. Era sem saída, questão de momento, onde aproximou-se da minha mão, em segundos senti a sensação do roçar de seus bigodes, seu corpo ziguezagueando entre as grades do portão. Num misto de querer e fugir, passaram-se momentos profundos, até o ladrar do cão vizinho, que prontamente convocou toda a cachorrada a participar da algazarra. De súbito, sumiu-se o angorá, e me vi sozinho, sem meu quase amigo.