quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

vazias cervejas

Queria mesmo era escrever frases de amor
Por pior que fosse, minha Dorotéia, vendo-os, as/; bendo serem fruto meu coração, iria corar e fazer biquinho, cintilando os olhos.
Mas sou um verborrágico vagabundo, tomando uma Colônia Extra larger vencida, sem xaropes pro amor. Xarope demais, é o que sou!

Grande parte do tempo que eu tenho não é meu. É de outrem, alguém que não mede consequências ou exageros, apenas flanando nesse universo cósmico. Isso ilustra minha verborragia gratuita, não poder definir algo essencial, é o vazio intransponível.
Suicida do meu tempo, mato-o e revivo. Jogo-o pela janela, defenestro-o, brinco como gato e rato. Enquanto muitos procuram esvaziar as mentes nesse século XXI, não consigo preencher a minha. Já falei em vácuo? Esse deve ser o nome do planeta cósmico. Vácuo. Ausencia, absoluta e absurda.

Minha grande raiva do mundo é não ser ocupado demais. Isso privilegiaria minhas desculpas, pois estou ocupado. Whatever, não estou.
Sem mentir, sou um mentecapto preguiçoso. Mais preguiçoso que mentecapto, mas a ordem não altera. Podia ao menos escrever coisas interessantes. A vá, pode ser banalidades mesmo. Mas porque não? Só puxo uma caneta nas madrugadas. A merda é que não sou um Hemingway, e nem mesmo um Walter Pipoca. Sou a porra de um mentecapto preguiçoso, cuja amizade se resume a um gato, ainda mais preguiçoso. Devia é parar de escrever e filmar o gato pro youtube. PORRA DE GATO QUEBROU MINHA CERVEJA.