terça-feira, 18 de janeiro de 2011
angorá
Eu, voltando da rua das festas tristes, ouço aquele longínquo miado surdo, daquele angorá dengoso, que fazia charme pra vir, mas desde sempre lançou o olhar 48, onde soube que não havia erro. Era sem saída, questão de momento, onde aproximou-se da minha mão, em segundos senti a sensação do roçar de seus bigodes, seu corpo ziguezagueando entre as grades do portão. Num misto de querer e fugir, passaram-se momentos profundos, até o ladrar do cão vizinho, que prontamente convocou toda a cachorrada a participar da algazarra. De súbito, sumiu-se o angorá, e me vi sozinho, sem meu quase amigo.
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